Muitas pessoas buscam Deus, mas há algumas classes de pessoas a quem Deus procura. Um grupo de pessoas muitos especiais que Deus tem procurado é o dos VERDADEIROS ADORADORES, aqueles que adoram ao Pai em espírito e em verdade, aqueles que O adoram com espírito verdadeiro
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Bem, inicialmente parece simples. Chega ser um contra-senso que Deus tenha que “procurar” essas pessoas, afinal, todos os dias milhões de adoradores lotam os templos no mundo todo, certo? Errado. Milhões de “usuários de serviços religiosos” lotam os templos ao redor do mundo, mas verdadeiros adoradores são escasso, e estão cada vez mais raros, até por que a maioria dos cultos, cujo objetivo anunciado é “adorar a Deus”, sequer propicia uma ambiente para tal.
Nas igrejas ultra pentecostais, o que se chama de adoração é na verdade, frenesi religioso, misturado com uma boa dose de histeria coletiva. Sim, eu sei que isso soa a heresia, principalmente vindo de alguém que nasceu e cresceu em uma denominação pentecostal, super conservadora. A verdade é que não me sinto a vontade em cultos onde se busca a todo custo aquela “santa anarquia” e se esquece do alvo principal da congregação: adorar a Deus em espírito e em verdade. Nos nossos dias proliferam de forma extremamente assustadora pregadores e crentes que cultuam dessa forma, que é quase patológica. O que se espera sempre é o êxtase religioso, para então se fazer a afirmação: o culto hoje foi uma bênção!
O que se aprendeu? O que se adorou? Que tipo de edificação se obteve? Quais os desdobramentos que aquele culto trará para vida diária? Bem, essas já são outras questões consideradas de “menor” importância. Importante mesmo é entrar em transe, supostamente por obra do Espírito Santo.
Da mesma forma, não me sinto a vontade também em cultos da fôrma neo-pentecostal, que mais se parecem com programas de auditório, onde os ministros de louvor e pregadores são facilmente confundidos com animadores de platéia, e levam o público ao delírio, com frases do tipo "tira o pé do chão" e "dê um brado de vitória". Novamente, o foco é o frenesi, e não a adoração. Depois de um culto desses, depois de pular, rodar, fazer trenzinho e correr "para adorar", fica a mesma pergunta: culto pra quem? Adoração a quem?
Se eu - uma simples mortal, pecadora e falha, me sinto enojada diante de tais manifestações, principalmente por usarem o nome de Deus para sua legitimação, penso quão grandes náuseas sente o Pai, ao ver aquilo que deveria ser um culto, se transformar em qualquer coisa, menos num culto.
Nunca foi tão atual as advertências do primeiro capitulo do livro do profeta Isaías.
"Para que me oferecem tantos sacrifícios?", pergunta o Senhor. "Para mim, chega de holocaustos de carneiros e da gordura de novilhos gordos. Não tenho nenhum prazer no sangue de novilhos, de cordeiros e de bodes! Quando vocês vêm à minha presença, quem lhes pediu que pusessem os pés em meus átrios? Parem de trazer ofertas inúteis! O incenso de vocês é repugnante para mim. Luas novas, sábados e reuniões! Não consigo suportar suas assembléias cheias de iniqüidade. Suas festas da lua nova e suas festas fixas, eu as odeio. Tornaram-se um fardo para mim; não as suporto mais! Quando vocês estenderem as mãos em oração, esconderei de vocês os meus olhos; mesmo que multipliquem as suas orações, não as escutarei! As suas mãos estão cheias de sangue! (Is. 1:11-15)
Ao invés de reuniões afetadas, a palavra do Senhor ordena: “Lavem-se! Limpem-se! Removam suas más obras para longe da minha vista! Parem de fazer o mal, aprendam a fazer o bem! Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva.” (Is. 1:16-17
Enquanto um culto pra ser considerado verdadeiro por muitos crentes, tem que ser barulhento, frenético, histérico, chegando as raias do suicídio intelectual, a palavra de Deus nos diz algo bem diferente: “se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês.” (Rm 12:1)
Nele, que é digno do melhor do nosso culto e da nossa adoração.
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